quarta-feira, 21 de agosto de 2013

[Blá-Blá-Blá] Joss Stone

Joss Stone

Essa foi a minha tentativa de desenhar a Joss Stone. Bem, o desenho não é tão semelhante... Ainda estou engatinhando nessa coisa de desenhar pessoas, mas vale a intenção.

E, ah! Eu não poderia simplesmente fazer a Joss Stone ver isso, então fiquei muito feliz que a Lucie, sua irmã, viu.

Tweet da Lucie

No tweet, ela diz que irá mostrá-lo. Bom, se vai ou não, eu já fiquei feliz que alguém viu!

Atualização de post: Recentemente recebi um tweet da Wendy (a Mama Stones), mãe da Joss. Ela também viu o meu desenho! Felicidade dobrada.

Tweet da Mama Stones


E para quem gosta de ver o desenho "nascendo", eu tirei algumas fotos enquanto fazia:

Tudo começa com uma folha em branco...
Os primeiros rabiscos...
As pessoas no Twitter a reconheceram aí...
Nasceu!
Para ver outros desenhos, você sabe, é só clicar na aba Blá-Blá-Blá no topo!

sábado, 10 de agosto de 2013

Identidade ou a falta dela

Já perceberam como vivemos competindo com os acertos dos outros, tentando superá-los? E com as falhas dos outros, tentando mostrar que não falhamos tanto? É sempre o outro o nosso aplauso ou o nosso desprezo, o nosso sucesso ou o nosso fracasso. É sempre o outro o prato principal. E eu, onde eu fico? Não se trata, leitor, de egocentrismo, mas de identidade. Perdemos tanto tempo apontando para a pecadora... Tanto tempo com as pedras na mão, talvez para que saiamos por aí dizendo: pronto, foi ela a pecadora que foi apedrejada, não eu. E depois, quando ficarmos a sós conosco mesmos, o que seremos capazes de dizer? Que deu certo o nosso disfarce? Que não perceberam as nossas culpas na nossa fragilidade? Vamos inventar outro idioma, como o javanês de Lima Barreto, para que todo mundo fique surpreso com o que parecemos saber? E quando olharmos para o lago imaginário, será que reconheceremos a nossa alma ou tentaremos enganar também? Ou fingiremos não ver o visível? É preciso retirar as máscaras, amigo, ninguém resiste ao disfarce por tanto tempo. É preciso mostrar a fragilidade e aceitar ajuda!


É pena que desde criança aprendamos o contrário. Os pais exigem que os filhos sejam campeões em tudo, projetam nos filhos o que não foram, mentem narrando episódios novelescos para aumentar a aura de perfeição e santidade... Cobram dos filhos os primeiros lugares, as melhores notas, os posicionamentos mais carismáticos... Enfeiam a vida infantil com exigências e cobranças toscas! Pobre infância sem infância! Eu não tenho nada contra o progresso, tenho contra a aparência hipócrita, isso porque, leitor, embora eu caia e chore muito, embora eu erre e me revolva em erupções cotidianas tentando acalmar as lavas que me incendeiam para que o outro não se assuste com o meu vulcão, eu tento compreender a minha essência.

Vocês sabem quanto às dúvidas ocupam meu tempo... Já fiz coisas que não quis por não saber dizer não, já fiz coisas que quis e das quais me arrependo, já deixei de fazer o que devia por ter medo de magoar e já fiz o que não devia apenas para agradar. O tempo nos empresta sabedoria, se assim o quisermos. E eu quero essa sabedoria, até porque nossas escolhas com sabedoria ganham outro patamar. Não que deixaremos de errar, mas o erro será bem vindo porque fará parte de uma compreensão maior. E isso é a essência! As aparências fragilizam-se com o tempo, a essência não.

domingo, 28 de julho de 2013

Das 5 coisas que eu queria saber e Joss Stone me respondeu via Twitter

Se não sabe quem é Joss Stone, você certamente está mal, amigo. Então, aconselho que CLIQUE AQUI e refresque sua memória.

Bem, esses dias Joss Stone esteve batendo um papo no Twitter e eu consegui ter cinco de minhas perguntas (todas, aliás) respondidas. Como não foram poucas (!), vou colocar aqui perguntas e respostas com a tradução.

EP:


Pergunta: Você não pensa em fazer um EP com todas essas músicas que esporadicamente libera para download em seu site?
Resposta: Às vezes eu apenas gosto de dar músicas de presente! Eu espero que haja mais em breve.

Álbum ao vivo:


Pergunta: Está em seus planos lançar um CD/DVD ao vivo algum dia? Eu acho que seria legal!
Resposta: HAVERÁ performances ao vivo no meu site em breve! A primeira é com Beverly Knight!

LP2/Homemade Jam:


Pergunta: Eu amo o som do LP1. Podemos esperar um LP2 em breve?
Resposta: Bem, Homemade Jam deveria ser o LP2. Mas não está terminado. Ele vai acontecer quando tiver que acontecer, eu acho :)

Álbum favorito:



Pergunta: Qual sua música favorita de todo o seu repertório? E qual você menos gosta?¹ 
Resposta: Meu álbum favorito é o “Introducing”. :)

Tatuagem:


Pergunta: Você ainda gostaria de fazer uma tatuagem que vai do quadril aos dedos do pé? Se sim, não faça isso, por favor!
Resposta: Sim, eu ainda estou considerando isso!!

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¹Eu sei, essa pergunta foi estúpida. Como uma pessoa com um repertório tão extenso me responderia a canção que mais e que menos gosta? Fez bem em resumir a resposta em seu álbum favorito, Joss.
No mais, ao clicar no print das perguntas e respostas você será direcionado para os tweets originais da Joss.
Espero que tenham gostado. Em breve, conversaremos mais sobre a Joss Stone.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

[Literaprosia] Dom Casmurro

A capa resume bem a história
Acabo de ler mais uma obra clássica da literatura brasileira, “Dom Casmurro” de Machado de Assis. Nesta obra, Machado de Assis apresenta a história de Bentinho, o Dom Casmurro, que relembra sua vida e seu amor por Capitu. Clássico do realismo, Dom Casmurro aborda com sutileza a questão do ciúme e do adultério.

Essa é, com certeza, uma das maiores obras-primas da ficção brasileira e o livro de Machado de Assis que mais gostei de ler. Dom Casmurro funciona como uma crítica à sociedade brasileira do século XIX, com Capitu representando as mulheres e os pobres, categorias, na época, marginalizadas no Brasil.

O livro trata dos ciúmes excessivos de Bentinho – o Dom Casmurro – para com o seu amor de infância, Capitu, descrita no livro como a garota “dos olhos de ressaca”. O personagem principal chega a condená-la e castigá-la por adultério, sem direito a defesa, apenas baseado em situações “duvidosas” que ele mesmo presenciou, como o dia em que Capitu lança um intenso olhar para o corpo de seu finado amigo Escobar. A grande questão é: Capitu cometeu ou não adultério com Escobar? Nunca saberemos, pois a história é contada através dos olhos de Bentinho, o marido excessivamente ciumento.

Por toda a obra, Machado de Assis lança pistas sobre a malícia e habilidade de Capitu; ele nos dá sugestões, mas nunca confirmações, de modo que nunca sabemos se devemos ou não acreditar nas palavras de Bentinho.

“Abane a cabeça, leitor; faça todos os gestos de incredulidade. Chegue a deitar fora este livro, se o tédio já o não obrigou a isso antes”.

Machado de Assis foi novamente muito inteligente ao fazer um livro de memórias escrito pelo próprio personagem, pois, dessa forma, não só suas virtudes, mas todos os seus defeitos também ficaram expostos. Pense: quantos dos nossos personagens favoritos ofereceriam veneno ao próprio filho? Pois é. E, passados alguns anos, com a notícia do falecimento do filho, é capaz de dizer: “Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro”.


Leitura recomendada!

sábado, 13 de julho de 2013

Quem somos nós? Não somos.

Existem pessoas que tem o estranho desejo de ser estrela. Mas que desejo é esse, leitor? Ser estrela? Talvez a causa do desejo seja um grande medo: o medo de não dar certo na vida. Já perceberam como verificamos timidamente a glória alheia e lamentamos o nosso tosco fracasso, mesmo sem entender o que é o fracasso? Olhamos lacrimosos ou invejosos os sem número de sorrisos na face da vitória que mora no outro quarteirão. Sabemos pouco dos dissabores, até porque essa sociedade líquida nos ensina a esconder o que é denso e a densidade está na dor, na dúvida, na recordação, na essência. Percorremos sem obstáculo as aparências, as dos outros e as nossas, e trancafiamos em algum porão tanto a nossa essência como as lentes de amor que nos fazem compreender o outro além do sorriso ensaiado.

Fique claro que não sou contra sorriso, muito pelo contrário, o sorriso enfeita qualquer relação. Mas o sorriso treinado é falso, a vida não é uma pose para fotografia. A vida é uma viagem que a bagagem deve ser proporcional à necessidade do viajante. Penduricalhos enfeiam e pesam, sobremaneira, e escondem o essencial.

O medo do fracasso faz com que desfilemos vitórias e que não assumamos a nossa humanidade. Somos humanos, sim, e frágeis, amigo! Porque, então, fingir que não precisamos uns dos outros? Não há ninguém que possa atirar uma pedra na pecadora. Jesus sabia disso e surpreendeu mais uma vez, não disse o que deveriam fazer, apenas acendeu a lâmpada: quem não tem pecado, atire a primeira pedra.

Define-se quem tem e quem não tem importância pelo dinheiro, pela beleza, pelo poder. E as amizades nascem do álcool imediato que queima rápido e de uma única vez. São perfeitos que buscam perfeitos para desfilarem juntos em uma sociedade perfeita. Amigo, é triste perceber como a frivolidade tomou conta das relações, sejam elas afetivas ou profissionais. Fala-se o que se deve não o que se sente; mostra-se o que é mais útil, não o que revela mais os esconderijos bonitos de toda a alma. Não que tenhamos que dizer o que somos o tempo todo para o primeiro ouvinte desprevenido, não! Mas o problema é que não revelamos sequer a nós mesmos quem somos, ou pior, temos preguiça de procurar em nós mesmos quem somos! E por isso, não somos. Não por uma decisão de Deus, mas por uma teimosia humana em aparentar apenas o que agrada.


Que necessidade é essa de agradar o tempo todo? Somos gente, não semideuses; somos povo e não príncipes e princesas de contos imaginários. Não há perfeição, leitor, há manias, idiossincrasias, bobagens que colecionamos, mas que fazem parte de nós. Haverá algum momento em que conseguiremos resistir à tentação dos holofotes? Iluminaremos a nós mesmos, sozinhos, sem medo da monstruosidade da primeira impressão? Sem essas iluminâncias, dificilmente saberemos quem somos. E, se não soubermos, nossa vida será apenas um desfile e os desfiles terminam, o show acaba e o artista tem de voltar para a sua solidão. E o sucesso, amigo, talvez não esteja no aplauso, mas na solidão.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

[Literaprosia] O resgate do tigre

Capa
Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’agua imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O resgate do tigre, a sequência de A maldição do tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une.

Aviso aos navegantes: a protagonista Kelsey, neste volume 2, continua insuportável e a história parece andar em círculos! A diferença para o volume 1, que já comentei AQUI anteriormente, é que neste Ren está impossibilitado – leia-se: capturado – e Kelsey precisa ir junto com Kishan em uma nova aventura para tentar quebrar a segunda parte da profecia/maldição. Então, nossa “adorável” protagonista começa um novo dilema: eu amo Ren, mas ele não está aqui e o seu irmão lindo está me dando bola. E isto não tem fim! Sendo assim, a autora cria o team Ren e o team Kishan. E aí? Quem fica com a Kelsey? Plaft!

Eu, sinceramente, não consigo gostar da escrita da Colleen Houck. O volume 2 consegue ser menos instigante que o volume 1; a protagonista continua insuportável, cheia de dilemas e verdades absolutas (criadas por ela mesma). O desfecho do livro – cruel, eu diria – serve de gancho para o volume 3. Cruel, porém necessário. Quem sabe assim, Kelsey deixa de ser... tolinha. Acredite, a protagonista é do tipo que ou você odeia, ou odeia.


Essa série não te acrescenta nada além de uma pequena distração. O enredo é o de sempre nesse tipo de aventura: mocinha, herói, intruso (para estragar o romance) e aventura. Kelsey me irrita profundamente e eu pensei em abandonar a saga... Mas eu sou paciente. Espero que A viagem do tigre seja um pouco melhor.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

[Leia o Disco] Ela está indo embora

Papai e mamãe,

estou deixando-lhes este bilhete para informá-los que eu estou saindo de casa. Desculpem por falar assim, sem rodeios, mas é que eu decidi que deveria fechar as rachaduras que insistem em aparecer aqui dentro de mim e impedir a minha mente de viajar. As gotas frias da chuva não são agradáveis quando não se quer se deixar molhar... Vocês devem estar pensando que eu estou agindo mal, mas isso realmente não importa. Eu estou apenas tentando dar um pouco mais de cor a minha vida. Resolvi que eu realmente preciso tirar um tempo para um monte de coisas que eu não considerava importantes até ontem.

Vocês me deram tudo o que o dinheiro pode comprar, sacrificaram suas vidas por mim e, acreditem, eu agradeço por isso. Mas eu estou indo em busca de algo que me foi negado por anos. Eu estou indo embora.


Hoje é quarta-feira e agora são 5 da manhã. O sol está apenas acordando e eu saí de casa. Meus pais provavelmente devem estar pensando no porque de eu ter sido tão egoísta, afinal eles batalharam a vida inteira por mim. Mas a verdade é que eu preciso encontrar a paz de espírito, eu preciso enxergar o meu outro lado, eu preciso descobrir que a vida flui dentro de mim. Cansei de me esconder atrás de uma fortaleza de ilusão e de não poder enxergar as coisas como elas são de verdade. A vida é mais que isso.

Eu estou longe agora... Saí de casa porque a minha solidão se cansou de mim. Engraçado, pois nesse momento não me preocupa estar só. Não sei como me sentirei ao final do dia, não sei o que enxergarei quando eu estiver sozinha no escuro... Mas eu preciso tentar, pois, no fim, o dinheiro não compensa a solidão. Eu estou livre, agora.


“She's leaving home after living alone for so many years”.

(She's Leaving Home, The Beatles)


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Se música fosse literatura, que histórias teriam para contar? O texto é baseado na música 'She's Leaving Home', do disco 'Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band' do fabuloso quarteto de Liverpool, The Beatles. Para ouvir, clique AQUI.