quarta-feira, 16 de maio de 2012

[Literaprosia] Depois da Escuridão


O que acontece quando uma mulher que teve tudo percebe que não tem mais nada a perder?

Grace Brookstein é a socialite mais querida dos Estados Unidos e leva uma vida de princesa. Até o dia em que o marido, gênio das finanças e administrador do fundo de hedge Quorum, sai para velejar e nunca mais volta. Enquanto lida com a tragédia, um escândalo envolvendo o Quorum irrompe: bilhões de dólares foram roubados de seus maiores investidores – trabalhadores americanos de classe média e baixa. Da noite para o dia, a vida de Grace se transforma. Todos os seus bens são confiscados e ela é acusada de fraude. Determinada a provar sua inocência, Grace Brookstein parte em uma jornada que revelará que ninguém a sua volta é digno de confiança. 

Este é um dos escritos de Sidney Sheldon que Tilly Bagshawe – contratada pela família para dar continuidade ao legado do autor – reescreveu seguindo, fielmente, o estilo do autor. É um livro de leitura tensa. Trata-se de um suspense onde nada é como parece. A personagem principal renasce de uma forma assustadoramente diferente. A, então, doce Grace, depois de tantas decepções e sofrimentos, transforma-se em uma mulher forte, fria e com sede de vingança.

O livro é recheado de mistério, suspense, romance e assassinatos. Tudo o que não poderia faltar em uma obra de Sheldon. Eu, particularmente, não gosto destes ingredientes. Não gosto do gênero ‘suspense’, mas sou obrigada a assumir que o livro cumpre bem a proposta. Tilly fez um bom trabalho ao reescrevê-lo. Acredito que, nas mãos de um bom diretor, esta história daria um grande filme.

Até as próximas leituras!

*****

Referências
Depois da escuridão / Tilly Bagshawe; tradução de Michele Gerhardt MacCulloch – 7ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2011.

Título original: Sidney Sheldon’s After the Darkness

1. Romance Americano.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Onde está você, Sandy Leah?


Qualquer semelhança do título com uma famosa frase do William Bonner, não é mera coincidência. Afinal de contas, “onde está você, Sandy?” é o que todos se perguntam.

Os shows dela não acontecem já tem algum tempo. O último de que se tem notícia foi o da turnê de covers, que aconteceu na capital pernambucana em janeiro deste ano. Primeiro e único show do ano. Um ano que já está praticamente no meio. Mas você pode estar argumentando: ela fez shows fechados! Shows fechados não interessam nem a mim, nem a você. Essa é a verdade.

Continue lendo no Esconderijo.

sábado, 5 de maio de 2012

Questionando a justiça Divina



Você já ousou pensar que Deus não é justo? Ele nos fez manchados pelo pecado e zanga-se sempre com as nossas faltas. Esse é o nosso juiz justo? Que nos condena e nos ameaça com o fogo do inferno? Eu sei, eu sei, eu sei... Eu sou mau por pensar assim. Mas eu procuro um Deus misericordioso, um Deus a quem eu possa amar, um Deus que me ame...

É... Terrível, implacável... Assim eu via o Senhor. Ele nos punia em vida e nos enviava ao purgatório após a morte ou nos enviava para as chamas do inferno antes do descanso eterno. Mas estava errada... Quem vê um Deus enfurecido não o vê com clareza, mas o vê através de um véu, como se uma tempestade escura escondesse a sua face. Se realmente acreditarmos que Cristo é o nosso salvador, então temos um Deus de amor. E se tivermos fé em Deus, significa olhar para o seu coração generoso. Então se o demônio jogar seus pecados em seu rosto e disser que merecem a morte e o inferno... Eu admito que mereça a morte e o inferno, pois sei de alguém que sofreu e morreu na cruz para me redimir.

Bom, Deus já falou pela boca de um asno e... Talvez esteja prestes a fazê-lo de novo.

sábado, 7 de abril de 2012

O novo Olimpo


Quando falo em Olimpo, é óbvio que me refiro ao local onde viviam os deuses gregos. Os povos antigos faziam pedidos aos deuses do Olimpo e, em troca, lhes ofertavam coisas. Mas é claro que você deve estar pensando: “Ah, isso é mito. Não aconteceu de verdade.” Respondo: Vocês têm uma visão tão equivocada das coisas...

Antigamente, as pessoas costumavam se reunir para ouvir as histórias que os mais velhos tinham a contar. E, então, da mesma forma que um vírus de computador, as histórias passavam de uma pessoa a outra de forma a se difundir e nunca morrer. O mito precisa se espalhar, mas como se esses encontros hoje são passado, raridade? As pessoas não têm mais tempo de ouvir histórias, verdades “inventadas”...

Novo Olimpo
Os tempos mudaram e o Olimpo trocou de nome: hoje é mais conhecido como Hollywood, o templo das maiores e mais badaladas estrelas do cinema. Não concorda? É só racionar um pouco: A quem as pessoas fazem oferendas nos dias de hoje? A quem fazem pedidos? Um pedaço de chiclete, um papel usado para limpar o batom? A quem, senão as grandes celebridades? Em troca de um pedaço de papel, eles dão como oferenda metros e mais metros de ‘eu te amo’ escrito em folhas. Atiram calcinhas aos pés do seu ‘deus’, como faziam as senhorinhas com Wando. Os fãs sabem mais sobre seus ídolos que eles próprios, pasmem!

Templo dos 'deuses' atuais
 As causas dessa idolatria que, às vezes, toma um caráter de religião – em que os presidentes de fã-clubes são os Papas – são todas psicológicas. É questão de identificação, projeção, referencial. Um bom exemplo é o “Super-Homem”, um herói que, de tão perfeito, tornava impossível a identificação. Mas, por outro lado, Clark Kent, o alter-ego, era um repórter tímido que estava sempre sendo passado para trás. Compreende? Nos projetamos no Super-Homem, mas nos identificamos com Clark Kent.

Com essa projeção, a indústria acaba se aproveitando disso. A figura da estrela agrega valor ao produto. A própria vida se torna um produto comercializado por importantes revistas, como a Caras. Claro que a indústria se interessa por quem faz sucesso, porque sucesso significa lucro. Por isso que, às vezes, é preferível a morte física a uma estrela apagada. Mas, por outro lado, estrelas que morreram jovens se tornam verdadeiros mitos e se eternizam. Por isso penso que faz todo sentido dizer que Elvis não morreu. Para a indústria, ele continua mais vivo do que nunca!